sábado, 18 de junho de 2011

Quem foi que disse que correr maratona é fácil?






No Brasil, agora que a corrida de rua se popularizou e esta  consolidada. Correr 5,10km e até 21 cada vez tem mais adeptos. Temos começado a avançar nas maratonas, para o segundo semestre já temos boas opções como a de Santa Catarina, Londrina, Curitiba entre outras. O que há bem pouco tempo estava difícil de encontrar, agora se oferece com boas opções de corridas de longa distância.

Mas o que me preocupa diz respeito a corredores que por já terem corrido algumas maratonas, insistem em propagandear que correr 42km é uma tarefa simples, que qualquer um pode fazer facilmente.

Quanto a qualquer corredor poder participar dos  42km posso aceitar, desde que treine bem, dê tudo certo na preparação, realmente ele estará apto a participar. Já dizer que é simples, tranquilo, fácil, eu discordo totalmente.

Desde 1995 corro maratonas, já fiz 20 e não achei até hoje nenhuma fácil, simples. Poderia eu estar enganado, vai ver que sou um péssimo corredor e por isso tenho esta dificuldade. Mas o fato é que também  sou treinador e acompanho as pessoas desde que iniciam o treinamento caminhando ou caminhando e trotando ou algumas vezes correndo com muito custo 30' continuamente. O processo até receberem a bagagem que permita correr com segurança uma maratona, dura anos. Primeiro ele passa pelas distâncias menores de 5a8km depois chega aos 10, nesta distância fica um pouco, melhorando suas marcas, depois disso parte para os 15km, 10 milhas até chegar a meia maratona, nesta distância fica um tempo, para consolidar seu tempo e aperfeiçoar as marcas, após isso feito ai ele deve começar a pensar em correr uma maratona e muitos ao chegarem nesta fase o que eles mais querem é estar longe de uma. Então meu amigo, pode ter certeza que cada maratonista que correu a maratona de São Paulo a dias atrás, pode se considerar, ao menos em minha opinião, como um grande herói e se terminar, parabéns você merece todo o crédito.

Bons treinos e até a próxima 

domingo, 5 de junho de 2011

Hoje no Center Norte



Hoje participamos de uma corrida especial, a Track & Field Center Norte, especial devido ao convite da Gabriela Baumgarten para a Achilles Brazil  www.achillesinternational.org participar com os ACDs na prova patrocinada pelo Shopping da qual dirige.

Pelo segundo ano consecutivo tivemos o prazer de participar com nossos cadeirantes, handciclistas, amputados, visuais, intelectuais, entre outros ACDs de uma forma ou de outra ligados a Achilles Brazil.

Ano passado todos os atletas desta categoria receberam um troféu em homenagem a pessoa com deficiência e neste ano todos os ACDs receberam um vale de compras no valor de R$400,00 para serem utilizados na Loja da Track & Field do Shopping Center Norte.

Mario Rollo, responsável pelos Guias Achilles e meu braço direito teve atuação importante organizando os guias  e ajustes necessários para um suporte perfeito.

A prova foi excelente, os ACDs participaram quase sem nenhuma ausência e tudo correu perfeito. Só resta postar as fotos para vocês terem uma idéia de como foi o evento.

também participamos com 8 marcadores de ritmo na prova, todos alunos de minha assessoria esportiva, estes receberam gratuitamente um kit da corrida, com meia, boné e camiseta, além da camiseta para correr com o ritmo programado nas costas.

Valeu a todos que estiveram conosco e a bela iniciativa da Gabriela e sua equipe!

Participantes:

Sidney Freire
Bruno Favoretto
Julio Cesar Kujavski
Ronilson Bispo dos Santos
Isis Conceição Felismino
José Henrique Campos Mattos
Robson José da Silva
Rayan Augusto de Souza e Silva
Josimar Sena da Silva
Dinacleia Galdino
Alex Sandro
Fernando Aranha Rocha
Marco Aurélio Silva
Ezequiel Marcelo da Costa
Ezequias Prado
Edson Dantas de Oliveira
Ademar de Sousa Leite





















segunda-feira, 30 de maio de 2011




Muito se fala da maneira correta de se correr. Posso reconhecer que algumas situações podem realmente ser consideradas como erro, na postura, na coordenação. Estes erros permitem correção com exercícios repetitivos de técnica de corrida.

Mas o que quero chamar atenção é sobre o padrão motor de cada corredor, este padrão é individual e não deve ser considerado como um erro. Devemos entender que cada ser humano tem um estilo próprio de movimento ao caminhar ou correr, por isso se você observar verá que embora o movimento da corrida seja semelhante entre as pessoas, eles não são iguais! Até nos atletas de elite se observa isso, e também nas diversas distâncias do atletismo.

Quem não se lembra quando surgiu nas provas de velocidade o americano Michael Johnson, que foi detentor do Record dos 200 mts rasos entre 1996 e 2008, considerado por muitos um dos melhores atletas de todos os tempos, seu etilo de corrida fugia do padrão da maioria dos velocistas, esse é um exemplo que cito dentre tantos outros.

Quando começamos a aprender a andar e correr após o primeiro ano de vida ninguém corrige, imagine fazer uns exercícios de técnica logo que se aprende a andar, seria o certo, né? Desta idade até adulto, brincamos, corremos, praticamos esporte e esta tudo ótimo, ninguém fala que seu padrão de corrida esta errado. Mas na mídia vejo e ouço muito muita gente escrevendo e falando sobre a maneira certa de correr! Quando alguém me vem com essa, eu sempre digo, Mas você corre há tantos anos e ninguém nunca te falou que você corre errado? Porque só agora que resolveu treinar corrida acredita que corre errado?

Quando se joga futebol, basket, todo mundo corre certo, mas quando vão treinar corrida parecem que não sabem, como pode?


Todas as pessoas sabem correr, algumas necessitam melhorar a postura, coordenação, mas todos sabem correr, aprenderam muito cedo e praticaram a vida toda na Educação Física e nos vários esportes que praticaram!

Para correr melhor você precisa em primeiro lugar praticar, só isso! 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Limpe o cocô de seu dog




Durante a semana estava treinando com meu amigo Mario Levada nos arredores do Parque Alfredo Volpi, no Morumbi, bairro nobre de classe A . Sempre que posso dou preferência a correr na calçada, mas desta vez me deparei com um grande problema, o que tinha de fezes de cachorro foi algo impressionante, acabei fazendo um treino de agilidade de tanto que tive que desviar destes brigadeiros.

Acredito que este boletim possa servir para todos os ouvintes que tem cachorro, o que deveria ser básico, merece um alerta. Catar o cocô  de seu animal de estimação ou mesmo orientar quem passeia com ele a fazê-lo é um preceito básico de respeito aos demais usuários dos locais públicos. Não precisa ter vergonha!  Vergonha se deve ter de não recolher, isto é total falta de educação.

Sei que nosso país é atrasado em respeito a educação de modo geral, mas limpar o cocô de seu cachorro é algo que não se aprende na escola, este dever vem no momento que se adquire um animal de estimação.

Vamos lá, pense a respeito e colabore!

Abraços e até a próxima

terça-feira, 12 de abril de 2011


Foto da feira da Maratona


Semana retrasada estive em Santiago, no Chile. Nos eventos da Maratona, haviam as distâncias de 10, 21 e 42km. A prova já há alguns anos com o patrocínio da Adidas estava muito bem organizada e com 27 mil corredores participantes. Uma opção internacional de corrida muito interessante.

Me inscrevi na Meia Maratona e conforme o manual orientava, após o km 10 haveria um desvio no percurso da Maratona em direção a finalização do percurso da Meia.

Neste ponto que passei batido começa a minha história. Não vi nenhuma sinalização e quando estava no km 18 me confirmou o que suspeitava, havia seguido reto no percurso da Maratona. Resolvi retornar já em ritmo bem suave e após ter percorrido quase 24km tomei um táxi e retornei para a chegada onde se encontrava meus alunos e as minhas coisas no guarda volume.

Não fiquei chateado com o ocorrido, para surpresa de muita gente que conheço e é ai que gostaria de comentar um pouco disso.

Vamos em corridas para nos divertir, cumprir desafios, melhorar tempos, entre tantos outros objetivos.  Quando algo de errado acontece, não deve ser o fim do mundo, quantas tantas outras provas temos pela frente, precisamos aceitar com naturalidade estas fatalidades no percurso

Em todos estes anos treinando os mais variados corredores, iniciantes, intermediários e avançados, sempre trombo com alguns que perdem todo o pique só por terem corrido 10km um minuto mais lento do que o programado

Cheguei a presenciar um corredor reclamar de sua performance apòs uma corrida e quando perguntei qual era seu melhor tempo naquela distância ele respondera que havia sido naquela prova, naquele momento. Puxa! mas nem com o seu record pessoal quebrado  ele não estava satisfeito? E assim vão muitas situações parecidas.

Por isso me senti muito feliz em suportar sem nenhuma crise o erro de percurso de minha meia Maratona em Santiago, afinal, o bom é que agora tenho mais uma história pra contar!

Bons treinos e até a próxima

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Joaquim Cruz




Muito recentemente me chamou atenção a entrevista na revista Veja de Joaquim Cruz, medalhista olímpico e recordista dos 800mts na Olimpíada de Los Angeles em 84. Joaquim Cruz tem uma história vitoriosa e brilhante na sua carreira de atletismo, esta trajetória iniciou-se no Brasil, mas logo que se tornou um atleta de alto nível se mudou para os Estados Unidos onde treinou até o fim de sua carreira e onde até hoje vive com sua família.

O Título que chama a entrevista diz “Com sorte, só em 2020” que retrata não só o pensamento, mas a contestação que se faz da nossa trajetória de formação de atletas que possam obter sucesso em 2016 na olimpíada que será sediada em nosso país.

Trabalho no esporte há mais de 25 anos, tive a felicidade de preparar fisicamente duas atletas olímpicas do nado sincronizado, Isabela e Carolina de Moraes, que competiram nas olimpíadas de Sydney 2000 e Atenas em 2004 e por isso me sinto seguro em comentar sobre isso. Nunca vi nem ouvi falar em atletas de sucesso que não precisaram ter uma preparação de ao menos 8 anos para se desenvolverem à um nível olímpico.

Todas as pessoas que são ligadas a área de esporte, sérias e competentes, sabem que o nosso governo não fez nada com tempo correto para obter sucesso em 2016, embora venda ao povo que esta fazendo.
O motivo de estarmos atrasados é muito simples, para se fazer atletas de alto nível o investimento de descoberta de talentos, treinamento e desenvolvimento técnico e físico tem de ser a longo prazo e o Brasil não sabe fazer nada a longo prazo.

Enquanto nos países desenvolvidos as escolas e universidades são os berços dos atletas de sucesso, aqui nem bola se tem para iniciar a brincadeira, o que dizer então das instalações?

Não quero com isso que pensem que sou pessimista, prefiro que me vejam como pessoa realista.

Tenho a plena convicção de que a maioria dos atletas que estarão no pódio nas próximas olimpíadas e na do Brasil em 2016 estarão por méritos próprios, assim como até hoje e sempre foi.

É uma pena, pois todos sabem o potencial humano que temos em nosso país.

É isso, abraços e bons treinos!

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que é o chip de corrida





Para quem já corre há muito tempo, sabe do que se trata, mas para quem é novato nas corridas, o que deve pensar quando recebe a informação que terá de retirar o chip na prova? Será que todos sabem o que é isso?

O chip é o nome que se dá ao atual sistema de coleta de dados de cronometragem da prova, com ele que controlamos o tempo final da corrida, além de outros detalhes como as passagens em algum local do percurso se assim o organizador desejar, ou as federações assim exigirem.

Nos primórdios da corrida de rua, a cronometragem da prova era feita na mão, ainda não estávamos na era do computador, então tudo era anotado  e muitas vezes haviam senhas que deveriam ser entregues em local determinado da corrida, como por exemplo na metade do percurso.

Depois veio uma nova solução que melhorou bastante, pois nesta época já havia uma impressorazinha auxiliando a registrar os resultados, mas ainda era um controle manual, dava muito trabalho e muitas reclamações de corredores que alegavam ter feito a prova em determinado tempo, diferente do registrado.
Já na década de 90, as maiores provas e maratonas no mundo já tinham o sistema de cronometragem eletrônica, ou seja, por chip.

Atualmente, é raro uma prova em grandes cidades sem cronometragem eletrônica.  Na última São Silvestre tivemos uma novidade que foi o chip descartável, ou seja, sem a necessidade de devolução.

A indicação em geral é que o chip seja fixado no cadarço de um dos pés, e devolvido ao final da prova. A margem de erro é pequena e em geral por volta de 1%. Esses erros  acontecem devido a colocação do Chip em posição contrária da indicada,  corredores que por vezes correm com dois chips sobrepostos pois levam o de um amigo que não foi participar e estava inscrito ou quando largam fora do tapete de cronometragem ou que largam após o limite de tolerância para a largada, que fica em geral por volta de 10 minutos, temos também interferências no contexto da captura de dados que impedem a leitura correta.

O tempo registrado pelo chip em uma corrida é normalmente registrado como tempo bruto e liquido, o bruto é o  que você correu desde que foi dado a largada do evento mesmo que você tenha largado no final da multidão e o liquido é aquele que é marcado assim que o corredor passa debaixo do pórtico de largada até a chegada da prova.

Bem, é isso! 

Abraços e até a próxima,

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cadeirantes deram show em Miami





Nas provas de corrida no Brasil, ter um pelotäo de cadeirantes é coisa rara. Mas na última Maratona e Meia de Miami, realizada dia 30 de janeiro último, tivemos nada mais nada menos que 7 atletas cadeirantes só do Brasil.

Melhor que tudo isso foram as excelentes colocações que eles alcançaram! Jaciel Paulino, de Santos, venceu a Meia Maratona e com a segunda colocação ficou o atleta de Rondonia, Rogério costa Lima, seguido de Humberto Henriques e Franklin Cunha, ambos do Ceara.

Na Maratona tivemos a segunda colocaçâo com o atleta de Porto Alegre, Carlos Oliveira, o Carlåo, que é recordista em 24 horas na esteira e esta no Guiness Book, seguido na terceira e quinta colocaçäo  pelos cadeirantes Santistas, Carlos Neves  e Heitor Mariano.

Os resultados de Miami para a corrida de rua foram um dos melhores já conquistados por uma equipe de cadeirantes do Brasil em provas do exterior.

Também neste período, aos atletas deficientes que representaram o Brasil no Mundial paraolímpico de atletismo deram um show, conquistando 30 medalhas e a terceira colocação no quadro geral.

Sabemos que o potencial de nossos atletas é grande, precisamos apenas de mais apoio, melhores instalações esportivas adaptadas, mais possibilidade de aquisições de equipamentos de competição com isenções de impostos e fora do esporte o mínimo que se espera de um pais que vai sediar competições importantes nos próximos anos, calçadas e acessos adequados aos portadores de deficiência

Valeu ACDs vocês são meus heróis!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Longões - Forte ou Fraco!



Os longos, ou longões, são os treinos de maior distância na semana, independente da quilometragem. Um longo pode ser de 8km para um iniciante e de 30km para um maratonista, mas sendo o de maior distância na semana pode ser considerado um longo.

A dúvida de todos em geral é em que intensidade  devo correr o meu longo, em um ritmo confortável ou até mesmo leve ou em ritmo mais forte?

No treinamento  em geral o ritmo correto depende principalmente do nível do corredor. Dessa forma um longo poderá ser feito em ritmo leve, moderado ou até mesmo forte, mas quem vai decidir isso será principalmente o estado atlético em que o praticante se encontra.


Temos de levar em consideração que quanto melhor o condicionamento físico do organismo, mais tolerante ao esforço ele se torna e é por este motivo que atletas bem condicionados podem fazer seus longos em intensidade maiores. 

Não é errado fazer o longo leve, assim como não é errado fazê-lo forte, se a opção for para correr com intensidade mais leve, haverá mais segurança e garantia de conseguir executar toda a sessão de treinamento sem grandes problemas, já quando este mesmo treino é desenvolvido em maior intensidade, deve-se ter a certeza de encaixar o ritmo correto, pois caso contrário corre-se o risco de quebrar no treino e é por este motivo que deixamos treinos longos em intensidades mais fortes para corredores mais experientes e bem treinados.

Como dica posso aconselhar que o ritmo dos longões devem ser mais fortes na medida em que se esta adaptado a ele, se for seu primeiro treino naquela distância corra leve, na medida que vai repetindo as distâncias procure aperfeiçoar o ritmo

 Bons treinos e até a próxima!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que surpreendeu na São Silvestre






O ano começou, muitos assuntos interessantes teremos para abordar, mas ainda vou continuar falando da São Silvestre, será pela última vez, depois só no final do ano,ok? Eu prometo

Quero falar principalmente de uma coisa muito boa que vi no evento e que prova que basta ter boa vontade e desejo de aperfeiçoamento que a solução vem.

Corri neste ano junto com alunos de minha equipe, muita gente nas ruas, tanto na prova quanto fora dela, aplaudindo incentivando, parecia uma mini Maratona de NY, foi muito bom, a São Silvestre é bem legal neste sentido!

A minha surpresa foi quando chegamos perto do km 12 que visualizei o espaço de distribuição de gatorade, pensei, nem vou pegar, apesar de estar com vontade e necessidade, beber no copo vai ser fogo! terei de caminhar pois se manter a corrida fica complicado beber sem fazer uma lambança. Ai veio a surpresa, a gatorade preparou o posto com saquinhos de aproximadamente 200ml o que facilitou muito a hidratação, além de estar bem gelado.

Algumas pessoas me disseram que quando passaram pelo ponto da gatorade  faltou hidratação. Fora este possível erro na adequação de quantidade, a idéia foi muito positiva e mostra como podemos solucionar problemas com inovações e iniciativas!

Acredito que só assim poderemos deixar o evento mais tecnicamente correto para todos. No momento em que tiverem a coragem de largar em ondas, como se faz cada vez mais nos Estados Unidos, poderemos solucionar o grande problema da largada, que é um desconforto para todos.

Não acredito que se precisa mudar percursos, deslocar palcos, diminuir quantidade de inscritos, deixar de entregar medalhas no final da corrida, tenho a convicção que se todos pensarem como pensou o responsável pela distribuição de gatorade, procurando solucionar os problemas implementando boas idéias, teremos tudo para melhorar a São Silvestre em sua parte técnica e conforto para os corredores

Bons treinos e até a próxima!